stereo pictures vol. 2

Quinta-feira, Setembro 25, 2008


constatações sobre o mundo real.

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é incrível como não faz nem uma hora e a minha garganta começou a doer.
=/

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eu gosto de cores. Mas não daquelas que vieram ao mundo para dizer que são cores. Gosto das outras. As que antes de dizer qualquer coisa, já eram cores. E pronto.

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Quinta-feira, Setembro 18, 2008


fake plastic guy

* colaboração de um leitor para este rubrobonina

Fake plastic Guy

(como todos já sabem, é ficção. e os defeitos e qualidades dos personagens foram aumentados para criar uma caricatura, como eu não deveria ter de explicar)

O playmobil se chama Roberto. Ele é médico. E ama ser médico. Desde que é criança tem esse sonho.
Um dia Roberto conheceu Marina, uma playmobil que também era médica. Roberto se apaixonou perdidamente por Marina. Os dois eram médicos, os dois se amavam e teriam uma vida feliz de playmobil pela frente.
Um dia, Marina disse que ia se mudar para uma caixa de brinquedos muiiiito distante. Mais: ela disse a Roberto que deixaria de ser médica e se tornaria engenheira, aliás, esse era o motivo da sua mudança. Mais ainda: ela falou ao nosso pobre playmobil que, mesmo morando em uma caixa de brinquedo tão longe e se dedicando a uma nova profissão, os dois poderiam ser felizes para sempre.
Roberto ficou confuso, pensou um tempo. Até então não acreditava nessas coisas. Mas, naquele momento, ser médico pareceu tão pequeno perto de ser o playmobil de Marina que prometeu que, em algum tempo, largaria sua caixa de brinquedos e sua vida de médico salvador de playmobils só pra ficar com ela.
Acontece que Marina, a nova playmobil engenheira, trabalhava cada vez mais. Cada vez tinha menos tempo de falar com Roberto. Mandava cada vez menos cartas e contruía cada vez mais prédios.
Roberto, que não via motivo de se construir tantos prédios, um dia escreveu uma carta dizendo o que pensava. Afinal, ele já estava de mudança pra caixa de brinquedos dela e achava que podia ser sincero.
A carta seguinte de Marina foi surpreendente: ela, que dissera que daria tudo certo, mesmo em outra caixa de brinquedos, em outra profissão, em outro tempo, agora não sabia mais. Afinal, Roberto não respeitava o trabalho dela como engenheira!
Marina era engenheira desde que nascera. Era um trabalho muito importante aquele de engenheira. As pessoas precisavam morar nas suas casas. E sem Marina isso não seria possível. Roberto, um playmobil tão limitado, não entendia isso. Como todo o mundo, em cada uma das caixas de brinquedo, sabia que ser engenheira era tão importante pra ela e Roberto ignorava isso????????????
Como Marina podia morar com um playmobil que não entendia o trabalho dela?
Roberto, que estava prestes a pedir as contas no hospital construído de lego, ficou confuso. Arrancou a tampinha da sua cabeça e olhou dentro pra saber o que havia de errado. Nosso playmobil, semi-decaptado, foi excluído da brincadeira pelo seu dono. E lá ficou de canto, junto com os comandos em ação sem pernas, o carrinho sem rodas e a bola furada.
Marina continuou construindo suas casas. E, apesar de Roberto agora ser um pária entre os playmobils, ainda o amava.
O amor é tão lindo!

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Sexta-feira, Setembro 12, 2008


por falar em radiohead



se você quiser ouvir todo o show Radiohead Live at the Santa Barbara Bowl, clica aqui, ó. e se você quiser ouvir para sempre, nessa página dá para baixar o podcast.

duas horas e cinco minutos de diana feliz. ou quase.
:)

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Quinta-feira, Setembro 11, 2008


Fake Plastic Trees

A green plastic watering can
For a fake chinese rubber plant
In the fake plastic earth

That she bought from a rubber man
In a town full of rubber plans
To get rid of itself

It wears her out, it wears her out
It wears her out, it wears her out

She lives with a broken man
A cracked polystyrene man
Who just crumbles and burns

He used to do surgery
On girls in the eighties
But gravity always wins

And it wears him out, it wears him out
It wears him out, it wears him out

She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love

But I can't help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run

And it wears me out, it wears me out
It wears me out, it wears me out

And if I could be who you wanted
If I could be who you wanted
All the time, all the time

(radiohead - 1995)

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Fake plastic girl

Avisos:
* post excessivamente longo e cansativo.
** post excessivamente meloso. Contra-indicado para diabéticos e pessoas com sensibilidade a açúcares de qualquer natureza.

*Pessoas, essa deveria ser a minha coluna da semana passada, mas não deu para publicá-la porque ficou muuuito grande. Coloco aqui o texto, só para vocês:*

A vida é realmente muito complicada. Numas vezes, quando você acha que encontrou a pessoa, a pessoa não encontrou você. Acontece. Noutras, a menina até sabe que aquele é o cara certo, mas não tem certeza se ele pensa da mesma maneira. Faz muito tempo, Amanda, uma amiga minha, às vésperas de se casar com Pipo (qual é mesmo o nome de batismo?), decidiu que precisava saber se ele sabia que ela era mesmo a mulher da vida dele. Entenderam? Pois bem, ela escreveu-lhe esta carta. Leiam e vocês vão logo saber do que estou falando.

"É uma marca de expressão, aqui no meio da testa, sabe? Entre as sobrancelhas, bem em cima do nariz. Não vai mais sair daí, porque eu já tenho 34 anos, quase 35, e não uso creme anti-ruga. Também não passo protetor solar, nem hidratante, nem loção pra celulite. Logo, vou ficar velha mais cedo. Sem falar que tenho uma preguiça danada de malhar. E nunca dispenso a cerveja. Daqui a pouco, vai cair tudo.

Por falar em cerveja, você sabe que eu sou meio exagerada, né? Piora ainda quando eu bebo, viu? Aí eu falo muito, e adoro interromper as outras pessoas no meio da frase e tenho uma necessidade enorme de dizer coisas. Se eu te amar, vou te dizer isso um milhão de vezes, de mil maneiras diferentes. E vou ficar imensamente triste se, em alguma delas, você me pedir para ser diferente. Mas vou obedecer simplesmente, porque eu sou assim mesmo, obediente. Portanto, se você não quer que eu faça uma coisa, qualquer coisa, não me peça nunca para fazê-la, porque eu farei e farei de novo, e mais uma vez. E para piorar, eu tenho uma ótima memória, não esqueço quase nunca do que se espera de mim.

Na contramão de mim mesma, eu não sou de pedir muitas coisas. Por isso, quando eu pedir, vê se dá para fazer, tá? Porque se eu estou falando é porque realmente importa, mas eu vou odiar ter que dizer isso. Quando fico triste, eu apenas me calo, mas você vai notar. Não é fácil ignorar um silêncio como o meu. Fora isso, vou aceitar de bom coração todas as coisas que você me der espontaneamente e elas terão um peso enorme para a nossa história e farão parte de mim para sempre.

Ah, tem mais uma coisa, eu admiro muito você. Suas idéias tão diferentes das minhas, as coisas que você faz, sua inteligência, seu raciocínio brilhante, sua maneira para mim tão nova de ver o mundo. Se eu não te admirasse, eu nunca ficaria com você nem um só dia. Por isso, seja cuidadoso ao falar de mim. Se eu achar que você não me admira vou embora amanhã mesmo, porque quando a gente não nutre esse sentimento por outra pessoa, acaba ficando com ela só pelo sexo, ou então por pena, e isso é muito triste.

E eu, eu sou advogada, você sabe. Aos seus olhos, meu trabalho pode parecer meio tedioso, mas é o meu trabalho e eu gosto muito dele. Antes que você venha com todas as suas teorias sobre advogados, tenho que lhe dizer duas coisas. Uma: eu sou uma pessoa honesta, não defendo criminosos, nem assassinos, nem faço nada parecido com isso. Duas: eu não vejo como poderei deixar de ser advogada pelo resto da minha vida. Portanto, se você ainda não se acostumou com isso, é melhor pensar a respeito. E se a minha profissão conta mais do que todo o resto, talvez tenha alguma coisa errada aí.

Ah, eu ia esquecendo de falar... Sim, eu gosto de músicas tristes. Tristes ou nervosas. Ou as duas coisas juntas. Apesar disso, por estranho que pareça, eu tenho muitos amigos, eu saio muito com eles, e eu padeço de uma saudade imensa quando não os vejo. O que tem sido cada vez mais comum, porque eu ando muito ocupada. Então, em alguns momentos, se você não quiser me acompanhar, terá que me dividir com eles. Eu sei que é um saco, mas eu tenho mais esse defeito de fabricação.

Eu sei que a esse parágrafo você deve estar pensando que eu enlouqueci, mas não é bem isso. É porque eu te amo muito. E eu adoro todas as suas contradições sabe? Seu jeito de dar aquele risinho chateado com a metade da boca, sua brabeza (sim, você é brabo, mesmo, embora não aceite), sua forma pouco usual de dizer que precisa de mim, seus silêncios, suas tristezas, sua frases meio malucas que não têm nada a ver com a minha maneira humanista de ver o mundo, seu jeito atrapalhado de fazer algumas coisas. Eu adoro. Tudo isso, para mim, é vontade de abraço. Mas eu preciso que seja assim para você também, porque eu gosto muito de colo, entende? Porque quando eu chegar em casa cansada do trabalho, eu preciso que você me ouça, não que você me diga que o meu trabalho é um lixo. E porque se não for, o que seria? Então, essa carta toda é inteirinha um pedido desesperado para que você me ame como eu sou. E eu, como você sabe, não sou de pedir muitas coisas."

Eu não sei qual foi a resposta do rapaz. Mas sei que, daqui a quatro dias, Amanda e Pipo completam dez anos de casados. E o amor é lindo!

“And if I could be who you wanted
If I could be who you wanted
All the time, all the time”

(Radiohead – Fake Plastic Trees)

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Terça-feira, Setembro 02, 2008


eu quero

1. esse negócio de lei seca faz os bêbados gasterem muito muito dinheiro.

2. esse brinquedinho é tudo de bom!



pessoas, só lembrando, meu aniversário é no dia 16 de novembro.
:)

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eu de novo, lá em cima